15 indicadores que afetam todo mundo, cada um com fonte.
2º turno · domingo, 25 de outubro de 2026
O que saiu sobre o Flávio
As notícias das últimas semanas sobre Flávio Bolsonaro, da mais nova para a mais antiga.
Cada uma tem link para a matéria original e, quando a matéria traz, o que ele diz em sua defesa. Não acredite na gente: clique e leia.
Atualizado em 22 de outubro de 2026. Nenhum destes casos tem condenação: a etiqueta de cada notícia diz se é investigação, ação, reportagem, checagem, decisão do TSE ou fala dele.
O desafio dos sigilos
No debate da Band, em 18 de outubro, Lula desafiou Flávio: os dois abrem os sigilos bancário e telefônico, os deles e os da família. Veja quem cumpriu.
Quem abriu o sigilo?
FlávioAinda não abriu
Respondeu com 19 exigências para abrir os dele, como os sigilos do Instituto Lula, dos filhos e do irmão do presidente e os gastos do cartão corporativo (Poder360).
LulaTopou tudo
Autorizou no TSE a quebra dos sigilos dele, da mulher e dos filhos. E aceitou as 19 exigências: "não se opõe a absolutamente nada", desde que Flávio também abra tudo (Agência Brasil).
18/10No debate da Band, Lula desafia Flávio a abrirem os sigilos, os deles e os da família (Agência Brasil).
20/10Lula vai ao TSE e autoriza a quebra dos sigilos dele e da família, se Flávio fizer o mesmo (Metrópoles).
21/10Flávio responde com 19 exigências, entre elas os sigilos de Lulinha, do Instituto Lula e de Frei Chico, irmão do presidente, e a agenda de Janja (Poder360).
21/10A campanha de Lula aceita todas, contanto que Flávio "também cumpra e abra tudo". O prazo dado a ele: quinta, 22/10, às 11h (Agência Brasil).
22/10Até a manhã de quinta, Flávio não tinha aberto os próprios sigilos (Metrópoles).
O que ele diz: "Minha vida é um livro aberto". Flávio afirma que abre os sigilos dos últimos 20 anos se Lula abrir tudo o que ele pediu (Poder360). A campanha de Lula estranhou que o pedido dele deixou de fora a Alcazar Holdings, empresa ligada ao amigo Willer Tomaz, em cuja conta a PF diz que Flávio aparece como "usuário master" (Exame).
Todas as notícias
Da mais nova para a mais antiga. Em cada uma: o que aconteceu, o que ele diz e onde ler a matéria inteira.
Investigação
O dinheiro do Vorcaro para o filme do pai
A PF investiga, num inquérito no STF, a negociação de Flávio com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de cerca de R$ 134 milhões para Dark Horse, o filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo a PF, cerca de metade foi paga, e o dinheiro foi para um fundo nos EUA, não para a produtora. Em 21/10, oito senadores pediram ao Conselho de Ética do Senado que apure quebra de decoro.
O que ele diz: foi patrocínio privado para um filme privado, sem contrapartida ligada ao mandato, e a prestação de contas é da produtora.
22/09: vídeo com deepfake, "Missão: localizar Lulinha" (CNN Brasil).
08/10: três posts, um feito com IA sem aviso e dois que ligavam Lula ao PCC e ao CV. Decisão unânime (CNN Brasil).
13/10: vídeo falso sobre o ato pró-Lula na Paulista, que misturava cenas reais com coisas que não aconteceram (Agência Brasil).
21/10: 20 conteúdos dele e de aliados contra Lula, com prazo de 3 horas para sair do ar (Metrópoles).
Três dessas decisões foram dos ministros Nunes Marques e André Mendonça, indicados ao STF pelo próprio Jair Bolsonaro.
Fonte: links em cada decisão acima.
Reportagem
Escritório faturou R$ 13,7 milhões, e ele não diz de quem
O escritório de advocacia de Flávio emitiu pelo menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais de janeiro de 2023 a julho de 2026, enquanto ele era senador. Quem administra é Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre Caetano dos Reis, preso sob suspeita de participar das fraudes do INSS.
O que ele diz: alega sigilo para não revelar os clientes. Não comentou o trabalho de Letícia no escritório.
A ação acusa abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Diz que Meta e X favoreceram Flávio: as IAs das plataformas aceitavam criar peças com "Flávio 22" e recusavam as mesmas com "Lula 13". Pede a cassação da chapa e 8 anos de inelegibilidade para Flávio e o vice.
O outro lado: a Meta admitiu falhas técnicas pontuais, mas nega viés político. A reportagem não traz resposta da campanha de Flávio. É um pedido: o TSE ainda não decidiu.
A PF mandou ao STF um caso que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Segundo a PF, e-mails mostram Flávio cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de Tomaz. Uma conta do advogado movimentou cerca de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025. O relator é Alexandre de Moraes.
O que ele diz: "Flávio Bolsonaro não é investigado no Supremo Tribunal Federal", segundo a campanha, que afirma que o caso não virou inquérito. A defesa de Tomaz diz que o senador nunca teve acesso a contas das empresas dele.
A Lupa checou 24 falas de Flávio: 9 eram falsas e só 2, verdadeiras. Das 17 falas de Lula, 2 eram falsas e 9, verdadeiras. Um exemplo: Flávio disse que Lula "liberou as armas para os traficantes". Não existe lei ou decreto de Lula nesse sentido. Em 2023, ele revogou as normas que facilitavam o acesso a armas.
Em Goiânia, no evento em que Ronaldo Caiado anunciou apoio a ele, Flávio disse que a maioria da direita no Congresso serviria "para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país".
O que ele diz: no dia seguinte, listou as mudanças: maioridade penal, reforma do Judiciário, ajustes na reforma tributária e fim da reeleição. "Qualquer coisa diferente disso é especulação".
A Agência Pública ouviu gestores, servidores e parlamentares que dizem que Flávio, sem cargo no governo do pai, mandava nos seis hospitais federais do Rio entre 2019 e 2022. Auditorias do TCU e da CGU acharam sobrepreço, como R$ 69 milhões a mais num pregão de 2022 do Hospital dos Servidores. O papel dele é relatado por fontes: a CPI da Covid não o apontou entre os responsáveis e não há decisão da Justiça.
O que ele diz: não respondeu aos pedidos de entrevista da Agência Pública.
Em 2023, uma secretária do gabinete de Flávio no Senado negociou com Robson Calixto, o "Peixe", uma emenda de R$ 199.999,79 para um instituto de esportes no Rio. Em fevereiro de 2026, o STF condenou Peixe a 9 anos de prisão no caso do assassinato de Marielle Franco.
O que ele diz: a emenda foi regular, seguiu critérios técnicos do Ministério do Esporte e "a responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar".